19 Nov 2006
Burn, Baby, Burn!
Espero que o Felipe Diesel não leia este texto. Ele vai morrer de inveja do que é possível fazer com a aceleração gráfica habilitada no Ubuntu, e eu não gosto que meus amigos sofram.
Como falei aqui outro dia, acabei enchendo o saco do Slackware e optando pelas facilidades do Ubuntu. Eu já tinha ouvido falar do Compiz e do Beryl, gerenciadores de janelas capazes de adicionar efeitos incríveis à sua área de trabalho, mas nunca tinha tido a vontade de — sequer — ver como se instalam, por achar que era apenas mais uma viadagem que não me traria real benefício.
Porém, dando uma olhada nos meus feeds de busca do Technorati (uma hora falo mais disso, no Lucrando na Rede) e encontrei esse artigo: Burning Windows, com um passo a passo detalhado para instalação do Beryl, e com vídeos do bicho em funcionamento. E agora vou descrever os passos que eu segui para instalar o Beryl e obter estes efeitos bárbaros no meu GNOME.
Em primeiro lugar, é necessário ter uma placa de vídeo com aceleração gráfica. A minha é uma MX-440 bem comunzinha, e dá conta do recado. E, claro, é necessário habilitar a aceleração no Linux. Eu fiz da maneira mais difícil, que foi baixar o driver mais recente do site da NVidia, os pacotes para compilação (build-essentials), e rodar o NVIDIA-blá-blá-blá.run. Só que isso me causou um outro problema, que é o fato de o módulo para o X ser de uma versão mais nova que o módulo do Kernel. Ainda não tirei tempo para resolver o problema (que poderia ter sido evitado — continue lendo), mas o workaround é repetir a instalação do driver a cada vez que vou iniciar o X. Como isso só acontece em casos extremos (minha máquina não desliga nunca), vai ficando assim mesmo.
A solução mais simples teria sido instalar o Automatix, que além de facilitar a instalação do driver correto da nVidia ainda permite instalar o Wine, fontes trutype comuns que não vêm por padrão na distribuição, programas de compartilhamento de arquivos, e codecs de áudio e vídeo para não ter problema algum para assistir arquivos de mídia.
Feito isso, já dá para começar a seguir o passo-a-passo do Tiago, que reproduzo ligeiramente modificado para tirar vantagem da interface gráfica do Synaptic.
Primeiro, é necessário abrir o Synaptic: System, Administration, Synaptic Package Manager. Informe a senha do administrador, e assim que o programa carregar vá em Settings, Repositories, Third Party, e adicione a linha:
Feito isso clique no botão reload do Synaptic, para ele atualizar a lista de pacotes. Quando isso estiver feito clique no botão de busca, e mande localizar todos os pacotes com o texto “beryl”. Marque para instalação todos os pacotes (ou marque apenas o beryl, e deixe que o Synaptic identifique as dependências para você), e clique no botão para aplicar as modificações. Ele vai reclamar da autenticidade dos pacotes, mas eu não me preocupei com isso. Se você quiser evitar a mensagem de erro, dê uma lida nos comentários do artigo do Tiago, que lá ele explica como resolver essa questão também.
Quando terminar o download será necessário, muito provavelmente, fazer uma alteração no arquivo xorg.conf; eu faço de VIM, mas se você não se sente confortável com ele use uma das alternativas abaixo:
ou
Será necessário localizar a seção “Screen” do arquivo de configuração, e acrescentar dentro dela a linha abaixo:
Atualização: é necessário inserir esta opção também na seção “Device” a linha acima.
Se for copiar e colar, tome cuidado com as aspas inglesas que o WordPress insere. Substitua-as manualmente por aspas comuns. Esta linha é necessária para que quando entrar efetivamente no Beryl suas janelas não percam a “decoração”, ou seja, bordas e barra de títulos. Essa barbada foi retirada desta conversa no Ubuntu Forum.
Reinicie o computador, ou pelo menos faça logoff e reinicie o X (ctrl-alt-backspace), e numa janela de terminal execute o comando abaixo:
Haverá um ícone de um rubi (uma pedra preciosa vermelha na área de notificação). Duplo clique nele, e você poderá configurar todos os efeitos desejados para o seu Beryl.
No artigo do meu conterrâneo além dos “screenshots” há dois filmezinhos mostrando o efeito de queimar as janelas (certamente o mais legal de todos) ao minimizar. Vou aprender como se fazem screencasts no Ubuntu, e futuramente envio por aqui um vídeo do meu desktop em funcionamento. Creiam-me, é lindo!
Atualização
Só para ilustrar: ainda não é o meu screencast, mas este vídeo demonstra bem o funcionamento do Beryl.
Atualização
Se após a primeira execução do Beryl seu computador voltar sem as decorações da janela (barra de título) abra uma janela de terminal e execute:
rm ~/.emerald* -rf
Suas configurações se perderão, mas o sistema voltará a funcionar perfeitamente.
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Ficou legal mesmo o teu artigo cara, mais completo .
Isso aí, bem vindo ao Ubuntu .
Abraço !
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Cara, ficou jóia o teu artigo, detalhando bem a instalação.
Parabéns, Bem vindo ao Ubuntu !
Abraço
[Reply]
Valeu!
[Reply]
É, a coisa tá ficando feia! O pior é que tenho uma placa FX5200, que é superior a tua!
TAlvez se eu mandar benzer, a placa de vídeo funciona!
Abraço
[Reply]
Pois é, qualquer placa de vídeo da nVidia é melhor que a minha.
Teve um cara que queria me vender uma FX5200 bem baratinho, mas eu lembrei do teu caso e deixei pra lá.
Abração!
[Reply]
Engraçado, o Browser Sniffer me identifica apenas como “Linux”, embora eu esteja no Ubuntu…
Será que é por que eu estou usando o Swiftfox?
[Reply]
Bom artigo!
É impressão minha ou o Beryl está mais rápido do que o Compiz?
Porque quando eu experimentei o Compiz, apesar de eu ter gostado do desempenho, ele às vezes dava umas engasgadas…
[Reply]
Eu não cheguei a testar o Compiz, pois eu era usuário do Slackware e era um saco para fazer funcionar.
Estou muito positivamente impressionado com o Beryl, dá vontade de ficar arrastando, minimizando e restaurando janelas o tempo todo!
[Reply]
Errado. Compiz era mais rápido
[Reply]
alert(’oi’);
[Reply]
alert(’você aprendeu JavaScript hoje e quer mostrar o que sabe? Ou está tentando ser engraçado apenas?’);
[Reply]
Não sou muito chegado a essas frescuras, gosto de coisas mais simples, mas costumo deixar um usuário configurado com frescuras pra mostrar pro povo, e tinha colocado o compiz no meu Etch, e resolvi experimentar o Beryl depois de ler este post, e me surpreendeu pela facilidade de instalar (apesar de ainda não ter nos repositórios Debian como o compiz) e configurar, e quando fui usar vi um belíssimo trabalho em um aplicativo gráfico para gerenciar todo o poderio dessas “frescuras” heheheh, e com opção para usar o compiz no lugar do próprio beryl (posso mudar de gerenciador de janela com um clique). O Beryl literalmente está bem a frente do compiz, é um exemplo de como um fork pode superar o projeto pai.
Obrigado Janio por nos trazer esta informação.
[Reply]
Obrigado eu a você, por trazer um comentário tão bacana.
Volte sempre!
[Reply]
[...] Se você gosta de Linux e já usa o Ubuntu com a aceleração gráfica habilitada, talvez seja hora de instalar o Beryl. [...]
Cara, Muito Obrigado! Eu já tentei vários tutoriais na internet e nennum funcionou. Eu já estava triste e desesperado, quando achei mais uma dica…resolvi testar! Li o tal e achei até muito simples comparados aos outros tutos super chei de sacanagem…Mas…FUNCIONOU!!!!1 URRRRAAA!!!
[Reply]
Fico muito feliz ao ler seu comentário. Minha missão com este artigo está cumprida.
Agora, por favor, divulgue o tutorial entre seus amigos. A família Sarmento agradece.
[Reply]
Muito show seu artigo, congratulations.
[Reply]
[...] Burn, Baby, Burn! Instalando o Beryl no Ubuntu (tags: Ubuntu Linux Video xgl) [...]
[...] Se você gosta de Linux e já usa o Ubuntu com a aceleração grÃfica habilitada, talvez seja hora de instalar o Beryl. [...]
[...] Kiba Cana! 5 Comments OK, o trocadilho no título foi infame, mas para quem gostou de instalar o Beryl no Ubuntu certamente vai gostar de ter também o Kiba, esta “barra de lançamentos” animada super descolada, que também tira proveito dos recursos de aceleração das placas gráficas. [...]
[...] Tentei re-instalar o mesmo pacote e ainda assim deu erro, só pude presumir que era algum problema na instalação. Mandei tudo pro lixo e segui o tutorial do artigo Burn, Baby, Burn! no blog do Janio. Funcionou perfeitinho. Tá rodando que é uma beleza aqui, queimando janelas a torto e a direito agora.
[...]
eu tentei + ele diz que o repositorio não está disponível… quando colokei o deb http://3v1n0.tuxfamily.org edgy beryl-svn … tá fora do ar? é isso ?
[Reply]
Muito provavelmente fosse algum problema transitório.
Por favor, tente novamente, pois parece que o repositório está OK.
[Reply]
Olá, eu adorei este tutorial , muito mais prático e rápido do que os demais que vi por ai …. Parabéns.
Tenho uma dúvida:
Fiquei encantado com os efeitos do video do Beryl e quero colocar isso no meu notebook mas eu fiz tudo certinho mas quando digito “beryl-manager” diz que o comando não existe …
Bem eu instalei o Ubunto 6.10 e fui logo fazendo o tutorial do beryl, será que eu tenho que atualizar todos os pacotes antes ? E outra, minha placa de video é uma Intel , eu jogo World of Warcraft nela e etc , será que ela rodará o beryl ? ou pelo menos algmas funções ? … Abraços e mais uma vez parabéns pelo tutorial excelente.
[Reply]
[...] sabem, eu adoro as frescuras visuais que o Beryl proporciona. Desde quando publiquei o artigo Burn, Baby, Burn! que vinha usando-o como ambiente gráfico preferencial (eventualmente eu o desabilitava, [...]
Caro Janio,
Estive aqui no seu post por acaso, muito bem escrito.
Para resolver o problema de ter de reinstalar o driver da NVidia, faça o seguinte:
Vá em /lib/modules/SEU_KERNEL/volatile/ e apague o driver da NVIdia legacy que está lá (Ou apenas mova-o, já que não me conhece).
Ele vai deixar de ser carregado, e a não ser que você use alguma outra aplicação gráfica fora do Xorg, não terá problemas.
Desta forma, quando você fizer a instalação do Driver, será a última vez, porque ele vai passar a carregar direitinho.
Espero ter contribuido…
Força e Honra, Sempre!!!
Pastorellux
[Reply]